INSTITUTO DE CULTURA DE PORTIMÃO

      UNIVERSIDADE SÉNIOR

 

 

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                              BREVE HISTORIAL DO INSTITUTO DE CULTURA DE PORTIMÃO

                                                                                                               

                                                          

 

 

 

 

 

 

                             

            Ao ter-se aposentado o Senhor Hermínio Subtil Serra, espírito interessado e artista nas suas vertentes de pintura e escrita, teve a ideia e o mérito, bem como a suficiente persistência na criação de um Instituto ou Academia, na linha das Universidades Seniores que, se iam organizando pelo país.

            Para tal abordou as entidades responsáveis pela Misericórdia de Portimão, a quem pediu apoio no sentido de ser cedido um espaço, onde pudessem ser desenvolvidas actividades culturais, com pólos de aprendizagem, com a finalidade de ser criado um clima de sã camaradagem e o convívio tão necessário para os Seniores, sobretudo para aqueles que se encontram mais sós.

            A Misericórdia de Portimão apreciou, com simpatia,  o pedido do senhor Subtil Serra disponibilizando-lhe uma pequena sala, cujo espaço físico determinou a criação em Outubro de 1992 da Instituição que teve como primeira designação: “ACADEMIA DE CULTURA DE PORTIMÃO”.

            A cerimónia de abertura teve a presença das Individualidades de Portimão, bem como da Federação das Academias Seniores, de Lisboa e já um razoável número de interessados.

            As actividades académicas tiveram início de imediato e a breve trecho o espaço tornou-se exíguo e sem condições, para a frequência de alunos que atingia já o número de 60. Por outro lado a Misericórdia também estava a necessitar daquele espaço, pelo que se tornou premente procurar um outro.

            Então a Direcção da altura, na pessoa do seu fundador Subtil Serra solicitou à Câmara Municipal, o apoio necessário para ultrapassar o problema do espaço, que concedeu, a título provisório, uma sala na Escola Primária nº. 1, hoje chamada Escola Primária Major David Neto que, como é óbvio, tinha espaço, ar, luz e também bancos e cadeiras.

            A Câmara Municipal que pretendia continuar a apoiar esta Instituição e alargar esses apoios com dotação de subsídios, transportes e outros benefícios exigiu que a Academia tivesse autonomia e que fosse dotada de Estatutos próprios que, com clareza e legalmente, definissem os seus Objectivos e Âmbito. É assim que, em 1995, surgem os primeiros Estatutos passando a designação da Instituição para “INSTITUTO DA CULTURA DE PORTIMÃO” , tendo os mesmos sido oficializados com a sua publicação em Diário da República, em 31/07/96.

            É com base nestes Estatutos que são eleitos os primeiros Corpos Directivos, cujo trabalho e empenhamento determina o aumento substancial de alunos. Com este aumento e o consequente desdobramento das matérias lectivas, já em razoável número e que se pretendiam ver aumentadas, a sala da Escola nº. 1 torna-se limitada.

            Então é contactado o Director do ISMAG Senhor Reis Oliveira que, perante, as dificuldades que lhe foram expostas, imediatamente se prontificou a ceder as salas necessárias para a satisfação das actividades lectivo/culturais existentes na altura.

            Com estas condições a Direcção de então lançou-se noutras vertentes: é editada a primeira Revista do Instituto designada “ Reencontro” da qual só foi publicada um número, intensificaram-se os contactos com outras academias congéneres, efectuam-se passeios e viagens de estudo, de que se destaca a recepção pelo Presidente da Republica, no Palácio de Belém e o 1º. Congresso de Geriatria de Portimão.

            Foi na Direcção, cujo presidente, era o Sr. Teixeira Porto que o Instituto foi reconhecido pela Câmara Municipal como Instituição de Interesse Cultural.

            Foi, igualmente, no tempo do Sr. Teixeira Porto que em almoço com a presença do representante, no Algarve,  do Ministério da Cultura, do Dr. Manuel da Luz então vereador da Cultura que foi sugerido que fosse solicitada ao Ministério da Segurança Social, a sua integração como IPSS (Instituições Particulares de Serviço Social), para que não dependesse, apenas, dos subsídios da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e do reduzido valor obtido com as quotizações dos Alunos.

            Após porfiadas e demoradas reuniões quer em Faro, quer em Portimão com a Direcção Regional de Segurança Social e com o apoio e orientação do respectivo Director que sempre apoiou este Instituto, chegando a fornecer assessoria e colaboração, foram alterado os respectivos Estatutos de molde a compatibiliza-los com o modelo das IPSS. Foi então assinado o Acordo de Cooperação entre o CDSSS (Centro Distrital dos Serviços da Segurança Social) de Faro e esta Instituição, entrando o mesmo em vigor em 1 de Julho de 2001, para a valência de Centro de Convívio.

            Alcançado este objectivo foi adquirido, igualmente, o estatuto de Instituição de Utilidade Pública, o que com o acesso aos fundos da Segurança Social foram abertas novas perspectivas de desenvolvimento, com vista a conseguirem-se instalações próprias.

            Entretanto foi-se avançando em contactos e negociações com a Câmara Municipal, visando encontrarem-se novas instalações, tendo surgido a hipótese da Casa das Artes. Esta seria, inicialmente, cedida na sua totalidade ao ICP, mas posteriormente, a mesma viria ser seccionada em núcleos, a fim de nela serem instaladas outras Instituições de índole cultural e recreativo.

            O Núcleo de 3 salas e 2 Instalações Sanitárias foi, então, cedido ao ICP através de um protocolo celebrado entre ambas as partes em 2002, a quando da conclusão das negociações da aquisição do edifício e dele se tornou proprietária.

            A crise de crescimento que se seguiu foi gerada por um grupo de associados que não concordavam com a filiação na Segurança Social, que acabaram por constituir um movimento fraccionista, exigindo que o mesmo deixasse de ser uma IPSS. Este diferendo deu origem a uma Assembleia Geral Extraordinária efectuada em 08/08/2002, onde na votação que se seguiu foram derrotados, o que determinou o auto-afastamento desse grupo, que viriam a fundar outra associação congénere.

            Com este afastamento foi constituída nova Direcção que viria ser sufragada, em confronta com outra lista em eleições convocadas para o efeito, mantendo-se, ainda, em funções até ao término do seu mandato que ocorrerá em 31 de Dezembro de 2006.

            Com a assumpção destes novos Corpos Gerentes foi imprimida uma nova dinâmica ao ICP, no sentido de uma maior promoção do Associativismo na vertente dos convívios, da viagens de estudo e lazer e nas celebrações das efemérides.

            Na vertente cultural e lectiva  foram introduzidas novas disciplinas que vieram enriquecer o nosso leque de ofertas. Destacam-se também  as mostras, as exposições, as palestras temáticas visando uma vida melhor para os seniores, o grupo coral, o grupo musical, o grupo de teatro, etc.

            A aquisição e dotação de equipamento diverso (Órgão, estantes, cavaquinhos e flautas) destinadas à aulas de música; o equipamento informático com novos computadores, impressoras, “scanners” e uma nova máquina de fotocopiar, vieram enriquecer o nosso património e permitir não só a aprendizagem desta tecnologia, bem como ainda, a criação da nossa revista “Desafios” que sob a batuta do vogal da Direcção Rui Matias, veio congregar nas suas páginas, não só o relato das nossas actividades, bem como temas culturais da autoria dos Alunos/Associados, constituindo hoje um cartão de visita, particularmente, apreciada no exterior e da qual nos orgulhamos.

            Ainda no campo cultural destaca-se a aquisição de diversos livros,  vídeos, DVD , tendo para o efeito sido adquiridos um novo rádio/leitor de CD’S e cassetes, um novo televisor, um leitor de vídeo  e outro leitor de  DVD’S o que determinou que, em matéria de áudio visuais o Instituto se possa orgulhar do seu, embora que modesto, acervo.

            Neste momento o número de associados do ICP atinge os 231, encontrando-se muitos candidatos à entrada, em lista de espera, dado que as instalações de que dispomos, já não comportam em condições aceitáveis, um maior número de associados, isto apesar de no ano de 2008 termos procedido à entrada de todos os candidatos que se encontravam inscritos nessa lista